Morador de rua pede ajuda em unidade de saúde e reencontra família após ficar um ano desaparecido | Portal Se Liga Pilões-PB
ULTIMAS NOTICIAS
Share Button

sábado, 9 de março de 2019

Morador de rua pede ajuda em unidade de saúde e reencontra família após ficar um ano desaparecido

Um morador de rua, de 29 anos, reencontrou a família no Recife, depois de ficar um ano desaparecido. Jakson Santos conseguiu voltar para casa, em Campina Grande, na Paraíba, com a ajuda de uma assistente social da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste da capital pernambucana, que localizou o pai do jovem.
Vítima de alcoolismo, o rapaz sumiu de casa no início de 2018. Desde então, a família o procurou em inúmeros lugares e chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento. Os pais acreditavam que ele estava morto. O reencontro de Jackson com o pai e a madrasta ocorreu na sexta-feira (8).
No Recife, após vagar entre Pernambuco e Paraíba. durante um ano, ele decidiu pedir a ajuda para a assistente social Swany Ramos, que entrou em contato com unidades de saúde do estado natal de Jakson, até falar com o pai do rapaz.
Segundo Swany, na quarta-feira (6), Jakson deu entrada na UPA com um ferimento no pé, causado pelo excesso de caminhadas. Ele recebeu alta no mesmo dia, mas na quinta-feira (7), decidiu voltar à unidade de saúde para pedir ajuda.
“ELE PEDIU AJUDA NÃO MAIS COMO PACIENTE, DISSE QUE QUERIA PARAR COM O ALCOOLISMO E QUE GOSTARIA DE ENCONTRAR A FAMÍLIA. COMO ELE NÃO TINHA CONTATO ALGUM, INVESTIGAMOS E ELE CONTOU QUE JÁ HAVIA SIDO TRATADO NUMA UPA DA CIDADE. LIGUEI PARA LÁ E PEGUEI O CONTATO DE SEU PAI, MAS NÃO CONSEGUI FALAR COM ELE. O PESSOAL DE LÁ DA PARAÍBA INTERMEDIOU E, ASSIM, CONSEGUIMOS”, AFIRMA

.
Pai de Jakson, o taxista Jurandi Santos afirma que não tinha mais fé no retorno do filho. Ele chegou a procurar a polícia e Institutos de Medicina Legal (IML) para reconhecer corpos de jovens assassinados que, segundo ele, poderiam ser seu filho. A família distribuiu cartazes pelas cidades vizinhas e anunciou o sumiço do jovem em rádios e jornais.
“Um dia, ouvi que houve um homicídio em João Pessoa (PB), vi uma foto da vítima e estava certo de que era meu filho, mas o nome do rapaz era outro, mas eu só me sossegaria quando visse o rosto dele. Não consegui nada, mas prestei queixa do sumiço e o delegado disse para aguardar. Não tinha mais fé de que ele apareceria”, diz.
Ainda segundo Jurandi, anteriormente, por causa do alcoolismo, o filho costumava desaparecer de casa por alguns dias, mas nunca por um período de tempo tão longo. Depois de um ano, a primeira notícia que eles tiveram de Jakson foi no início de março, mas o rapaz não quis contato com a família.
Após o reencontro, o taxista comemorou os primeiros momentos na companhia do filho e disse vai ajudá-lo a reconstruir a vida.
“HOJE, EU ESTOU BEM, PELA PRIMEIRA VEZ, EM MUITO TEMPO. HÁ UMA SEMANA, ME LIGARAM DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO (NA ZONA DA MATA DE PERNAMBUCO) E DISSERAM QUE ELE ESTAVA LÁ, MAS QUE NÃO QUERIA AJUDA. ONTEM, DISSERAM QUE ELE ESTAVA AQUI (NO RECIFE) E FOI QUANDO FALEI COM ELE. QUANDO ELE PERGUNTOU PELOS AVÓS, TIVE CERTEZA DE QUE ERA MEU FILHO. ELE ESTAVA COM O PÉ FERIDO, NÃO AGUENTAVA MAIS”, AFIRMA.

‘A violência da rua me fez querer voltar’

Jakson convive com o alcoolismo desde o início da vida adulta. Segundo ele, a bebida sempre foi um problema e a vergonha causada pelo vício era o que o fazia agir impulsivamente e o afastava cada vez mais da família.
O rapaz contou que a violência que presenciou nas ruas foi o que lhe fez querer voltar para casa. O caso que mais o impactou foi um homicídio que, segundo ele, ocorreu durante o carnaval de 2019. A Secretaria de Defesa Social registrou 62 assassinatos no estado, entre o sábado (2) e a terça (5).
“Eu vi um cara matando outro, na minha frente. Nesse tempo, vi muita coisa e sofri muita coisa também. Nas estradas, via muita violência e me escondia no mato para escapar. Já levei uma garrafada e, se não tivesse fechado os olhos, teria ficado cego. Tenho a cicatriz até hoje”, afirma.
Ainda segundo Jakson, a cada recaída, a vergonha que ele sentia por causa do alcoolismo aumentava. Desde jovem, ele trabalhou informalmente em mercados e outros estabelecimentos comerciais, mas sempre deixava os empregos por causa da bebida.
“Quando você é jovem, não pensa muito bem. Eu brigava muito com minha família, todo mundo ficava revoltado. Quando ficava sóbrio, vinha o desgosto comigo mesmo, porque você não compreende o porquê das suas ações. Era aí que eu ganhava o mundo, bêbado, doido. Teve um momento que eu não quis mais voltar para casa para não dar mais trabalho”, declara Jakson.
De volta à família, Jakson diz que pretende se recuperar.
“QUERO BOTAR A CABEÇA NO LUGAR E DAR ORGULHO À MINHA FAMÍLIA. QUANDO ME RECUPERAR DO PÉ, VOU PROCURAR AJUDA PSICOLÓGICA E TENTAR ME CURAR DO ALCOOLISMO”, AFIRMA.
G1

SOBRE ""

Principais notícias da Cidade de Pilões-PB e região.

Postar um comentário

Twitter: http://twitter.com/SeligaPiloesPB
Facebook: http://www.facebook.com/piloespb
https://www.facebook.com/ivenildo.sales
FanPage: http://www.facebook.com/PiloesParaiba
E-Mail: josegaldino@hotmail.com.br, piloespb@hotmail.com.br e ivenildo@gmail.com
Skype: josegaldino.sp
https://www.facebook.com/groups/763644283763368/
https://www.facebook.com/groups/763644283763368/?ref=bookmarks
https://www.facebook.com/portalseligapiloes/?ref=bookmarks

 
Copyright © 2018 Portal Se Liga Pilões-PB
|