BULLYING, ESTUPRO, AGRESSÃO E ASSASSINATO… Da rotina das crianças nas escola ao luto dos pais- Por Alana Yaponirah | Portal Se Liga Pilões-PB
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quinta-feira, 14 de março de 2019

BULLYING, ESTUPRO, AGRESSÃO E ASSASSINATO… Da rotina das crianças nas escola ao luto dos pais- Por Alana Yaponirah

Os pais brasileiros e em especial os pais paraibanos estão vivendo momentos de angústia desde a última segunda-feira.
Insegurança, tristeza e empatia com os pais das crianças vítimas de abusos sexuais aqui na capital e as crianças assassinadas dentro da escola em Suzano (SP).
Na manhã desta segunda uma notícia chocou a sociedade paraibana, quatro crianças foram abusadas dentro das dependências do colégio GEO Tambaú na capital. E a pior parte dessa triste notícia foi o fato de que outros alunos e um funcionário da própria escola foram os abusadores.  No caso do colégio GEO três adolescentes foram apreendidos e o funcionário ainda não teve a prisão preventiva decretada.
Nessa quarta quando ainda estávamos sob o impacto da notícia dos abusos, dois jovens (um deles menor de idade ambos ex alunos da Escola Estadual Raul Brasil na cidade de Suzano mataram oito alunos e dois funcionários um deles com uma arma de fogo e outro com uma faca.
A escola é o ambiente onde os pais esperam que seu filho esteja em segurança, lugar de aprendizado e nos remete à proteção e amparo. E esses lamentáveis acontecimentos nos levam a questionar como agir em casos como esse. Como reconhecer sinais de abusos nos nossos filhos, sobrinhos ou familiares? O Polêmica Paraíba falou com a psicóloga Mayara Almeida que analisou como perceber sinais de violência.
De acordo com Mayara devemos estar atentos aos seguintes sinais:
Apenas 40% dos casos apresentam evidência física. Sendo assim, os principais sinais são comportamentais:
– Perda do apetite ou compulsão alimentar;
– Pesadelos, medos inexplicáveis de pessoas ou lugares;
– Apatia, afastamento dos amigos;
– Perda dos antigos hábitos de brincar;
– Voltar a chupar o dedo, fazer xixi na cama ou cocô nas calças;
– Conhecimento ou comportamento sexual exagerados;
– Irritação, sangramento, inchaço, dor, coceira, cortes ou machucados na região genital ou anal.
E como podemos prevenir que nossos filhos sofram abuso? Como tratar de consentimento para crianças menores de 12 anos? Leia abaixo os conselhos da psicóloga.
“Antes mesmo dos dois anos de idade, os pais e cuidadores devem compartilhar com a criança pequena, quem pode ajudar a lavar o  pintinho e a pepeca e que eles devem ficar guardadinhos: primeiro com a fraldinha, depois com a calcinha ou cueca. É um discurso lúdico que vai acontecendo no banho, na troca de roupa e de forma natural, ajudando a criança a internalizar os conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos e trocas afetivas.”
E os abusadores, o que leva um jovem abusar sexualmente ou matar outros colegas? Eles também poder ter sofrido algum tipo de abuso? Mayara fez a seguinte análise:
“Embora existam evidências robustas de diferentes países indicando que os transtornos psicóticos aumentam o risco de comportamento violento, a visão de especialistas é que os transtornos mentais graves têm pequeno papel no crime sexual. A doença mental não está incluída entre os fatores de risco para o cometimento de estupro. Entretanto, ainda não há consenso na literatura sobre a importância e os fatores de risco incluem associação de diversos aspectos do desenvolvimento (tais como abuso sexual na infância) e vulnerabilidade pessoal (especialmente fantasias sexuais desviantes e eventos acionadores, como abuso de substâncias e transtornos de personalidade).”
Sobre o massacre de Suzano Mayara destacou que esse comportamento violento assim se justificaria:
“Presença de transtornos mentais graves como esquizofrenia, transtorno bipolar, existência de desvios sexuais, problemas associados ao uso de álcool e/ou substâncias, história de abuso na infância, problemas de relacionamento familiar, comportamento agressivo e histórico de prisão prévios, ausência de resposta aos tratamentos.”
O que fica de toda essa tristeza é a lição de que devemos sempre estar atentos aos comportamentos dos nossos filhos e familiares, qualquer mudança de atitude e nos casos como o massacre de Suzano, onde a violência extrapola qualquer limite, o que nos resta apenas é orar para que nossos entes queridos estejam em segurança. No mais nossa empatia e sinceros sentimentos a todos os pais que tiveram seus filhos violados e assassinados. O luto de um pai ou mãe é o luto de todos os pais e mães.
Fonte: Polêmica Paraíba

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