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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Viagem no tempo: História da família de Roberto Rodrigues!

Viagem no tempo: História da família Rodrigues!
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre
O Oficial de Justiça Roberto Rodrigues escreveu um lindo testemunho em seu facebook, ele que é natural do estado do Paraná e construiu a sua familia em Pilões PB, contou um pouco do seu convivio com a familia enquanto jovens, em seu testemunho Roberto conta de forma emocionante uma cena que teve com um de seus irmãos. Confira abaixo.

"Há! Se eu pudesse voltar no tempo e compartilhar com a família momentos felizes e tristes. Os tempos eram difíceis, faltava o que queríamos, mas Deus supria o que necessitávamos e, o amor, que era o principal ingrediente, não faltava e climatizava toda a aquela atmosfera familiar. 
Quando o circular da VIPA, trazia nosso pai que passara dias viajando, com as embalagens do Catarinense, era uma festa; eu e minhas irmãs, Alécia e Ceres, corríamos a encontrá-lo na esquina. 
Nossos pais. Waldemar e Tida, eram pessoas simples, nordestinos arretados! Que mesmo sem condição financeira, se compadeciam das pessoas e estavam sempre dispostos a ajudar; foi assim com o Côco, Careca, Renato Cova, Chico (Jardim-CE) e “Deusinha” (Fortaleza-CE), estes são os casos que eu me lembro. 
Até mesmo nos gestos rudes, quando das correções à base da “chibata”, existia amor, pois foi com essa dureza de criação, que desejavam sempre o melhor para nós e nos foi muito importante na formação pessoal.
Há! Aqueles quatro cômodos, que dividíamos os espaços entre nove pessoas: Pai, mãe, e sete filhos: Rute, Renato, Resendo, Roberto, Ceres, Alécia e Alessandro, até os meus doze anos de idade ficaram marcados cada canto daquela casa.
Depois meu pai ganha na loteria esportiva, por duas vezes, a sensação era: Ficamos ricos! Mas para nossa surpresa, o prêmio era dividido entre milhares de acertadores. O dinheiro só deu para dar uma ampliada na casa, aumentando mais dois cômodos.Talvez por isso, até hoje eu não acredito em jogos. 
A minha irmã mais velha, Rute, minha fiel escudeira, me defendia em tudo, sempre foi o meu referencial nos estudos, quando via estampado no rosto de meus pais a satisfação quando se referiam aos seus avanços e conquistas nos estudos;
O meu irmão Renato, era o nosso defensor, ai de alguém se mexesse conosco e ele ficasse sabendo. Era o meu espelho, na trajetória futebolística; confesso que quando eu tinha um jogo difícil, invocava a Deus que me desse o mesmo espírito aguerrido do meu irmão em campo, e a coisa fluía mesmo.
Do meu irmão Resendo(de), eu admirava a sua inteligência, Cabrinha da cabecinha grande, mas muito inteligente, meu pai o chamava de “Castelo Branco”- pois dizia que o saudoso Presidente da República tinha a cabeça grande e era muito inteligente. Esse tinha um tino comercial, e eu, sempre na cola dele para ganhar uns trocados também. Começamos a vender as laranjas de seu Belmiro, depois vendemos picolé do João do Bar, depois as esfirras do esfirreiro, engraxávamos sapatos. Saudosas lembranças.
Minha irmã Ceres, essa era um “poço de paciência”, muito calma e tranquila, sua serenidade era o que mais me fascinava.
A Alécia, era impetuosa, de gênio forte, não se rendia às imposições dos irmãos mais velhos; mais era um “manteiga derretida”, tinha um “coração mole”.
O nosso caçula, o fim da rama, muito amado e protegido por todos, em detrimento da grande diferença de idade, entre ele e os outros irmãos (me refiro aos do sexo masculino), sem o acompanhamento, tenha ficado vulnerável às ingerências secular. Mas graças a Deus, ele soube aproveitar a oportunidade que Deus lhe concedeu e hoje escreve uma nova história de vida.
A experiência mais marcante, que tive foi em um dia de domingo ensolarado, saímos eu e o Resende, acompanhando os irmãos, João e Daniel Padilha, à uma pescaria. E enquanto eles pescavam na lagoa do Cruz, eu e Resende, fomos tomar banho. O Resende saiu na minha frente para averiguar até onde dava pé (profundidade) e num momento repentino, ele começa a se afogar, e começa a se bater e desce uma, duas, três vezes e é submergido pelas águas. Eu fiquei desesperado e enquanto ele se batia eu quis pular na água e o primo do Nilson (do seu Waldemar – nosso vizinho), o qual eu não me lembro mais o nome, me segurou dizendo que se eu fosse morreríamos os dois. E passados alguns minutos, aquele corpo ali submerso. Todos os que estavam ali na lagoa, começaram a me ajudar a procurar o corpo do meu irmão e procura daqui e dali, derrepente alguém grita: “Eu pisei em algo aqui acho que é ele”. E ali todos se empreenderam a tirar o corpo para terra firme e o colocamos em cima de uma pedra (lajeiro), e ali ele ficou inerte, todo roxo, foi então que chegou o seu João (encarregado da fazenda) e começou a fazer uns procedimentos, sacudindo o corpo de cabeça para baixo na região de sua cintura e jogava-o para cima, comprimindo-o em seu abdômen e o meu irmão foi tornando à vida. Aleluia! Soltando água pelo nariz e pela boca, começou a se bater, pensando que ainda estava dentro d’água. Deus, naquele momento, ouviu o meu clamor e tirou dos meus olhos toda a lágrima e eu pude vislumbrar o renascimento do meu irmão que tornava à vida. Sem dúvida nenhuma, naquela tarde de domingo, Deus operou um grande milagre e me agraciou com esse testemunho ocular de que Ele (O Senhor) é Bom e a sua Beniguinidade dura eternamente, amém! "

Texto escrito por Roberto Rodrigues de Souza o segundo da foto da esquerda para a direita

Roberto hoje mora em Pilões PB é casado e tem dois filhos ele trabalha como  Oficial de Justiça 

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