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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Agentes penitenciários são presos por venda de celulares a R$ 15 mil dentro do PB1

A Operação 'Black Friday' foi desencadeada para reprimir a venda de aparelhos celulares feita por uma organização criminosa composta por agentes penitenciários e populares, no PB1.

A Operação 'Black Friday' foi desencadeada nesta quarta-feira (19) contra venda de celulares no PB1 (Foto: Reprodução)
A Operação 'Black Friday' foi desencadeada nesta quarta-feira (19) prendeu cinco agentes penitenciários e pessoas comuns por vender celulares por R$ 15 mil e carregadores por R$ 5 mil, na Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1, em João Pessoa. A autuação foi feita pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado (Deccor) e a Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária (Gisop/Seap).
Uma coletiva de imprensa será realizada às 15h na Seap.
Estão sendo autuados em flagrante cinco pessoas, entre agentes penitenciários e populares. Os crimes sobre os quais pesam indícios sobre os investigados são: corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333 do Código Penal), lavagem ou ocultação de ativos financeiros (artigo 1° da Lei 9.613/1998) e participação em organização criminosa (artigo 2° da Lei 12.850/2013).
A operação 'Black Friday' é uma ação controlada (medida especial de investigação) realizada para coletar provas que demonstraram que os aparelhos celulares eram comercializados por diversos agentes penitenciários aos presos, no valor de R$ 15 mil. Já os carregadores desses aparelhos eram vendidos por R$ 5 mil.
De acordo com o Gaeco, é de domínio público que a entrada de celulares e similares nos estabelecimentos penais é um dos mais graves e complexos problemas que desafiam a Administração Penitenciaria e o sistema de Justiça, porque são utilizados como instrumentos eficazes de orientação e coordenação de práticas ilícitas pelas organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios. “Esses aparelhos adquiriram, ao longo dos anos, status de armas poderosas nas mãos de criminosos, inclusive o presente esforço busca aclarar se tais celulares comercializados foram utilizados no planejamento do resgate de presos ocorridos no dia 9 de setembro último”, afirma o órgão ministerial.
O detento Livaci Muniz da Silva, conhecido como ‘Galeguinho’, também foi transferido para o presídio de Porto Velho, em Rondônia. Ele é um dos quatro presos que teriam motivado a ação de resgate no PB1, no último dia 9 de setembro.
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